Ansiedade generalizada – Netdoctor.é

Eu sou um adulto de 40 anos, atleta, de vida familiar satisfatória, mas trabalhistas vou rachas. Me dedico ao ensino desde há 17 anos e ainda levou vários anos a gosto, acho que em resumo não estou contente. De fato, há 10 anos, já comecei a estudar Direito para a satisfação e auto-estima e, por que não dizer, por alterar, também, de trabalho e fiquei em 4º curso, não a acabei por cansaço. Tentei retomarla, mas não podia com isso e a minha ansiedade aumenta. No fundo acho que o que eu queria era mudar de profissão. Essa interrupção naquele momento foi uma libertação, mas depois foi uma frustração que tentei superar com o esporte e o meu hobby, a bolsa. Em 1995 eu comecei a sentir tonturas após descartar a origem física se diagnosticou-me forte ansiedade que eu achaqué ao trabalho. Comecei a tomar Trankimazin, que me tem ido bem, mas noto que a ansiedade generalizada, perante pessoas, em qualquer lugar e, mais recentemente, diante meios de comunicação, por isso que optei por não ver TV ou ler jornais ou ouvir rádio. Acho ener alta sensibilidade para o que as más notícias me afetam muito. Eu tenho Me refugiado no esporte, família e meus hobbies: a bolsa, o cinema… Ainda assim, há épocas em que me encontro tristón, talvez em consequência de falta de contato social, por insatisfação pessoal. A minha pergunta é quais são as estratégias e medidas devo adotar para 1, aumentar a auto-estima e não avergonzarme de ser o que sou; 2, viver mais relaxado e despreocupado; 3, superar frustrações pessoais; e 4, ser mais sociável. Muito obrigado por suas dicas.

Resposta

Nos relata em sua pergunta uma série de problemas psicológicos que se apresentaram ao longo de 10 anos, e que em alguns aspectos estão sendo tratados farmacologicamente.

Você aponta sintomas depressivos, como “não estou satisfeito”, “alta sensibilidade”, “me afetam muito as notícias”, “tristón”, assim como “sintomas de ansiedade”, “tontura”, “reações ansiosas generalizadas”…

Sem poder contar com mais uma informação específica, seria arriscado fazer um diagnóstico específico de depressão ou distúrbio de ansiedade, mas se você informa que um médico lhe prescreveu-lo Trankimazín (um medicamento específico para ansiedade), há que considerar que o referido profissional, dispondo de mais informação e conhecimento pessoal de você, descartou a depressão. Mas não há que esquecer que certos tipos de depressão cursam com sintomas ansiosos.

Segundo nos informa, a possível origem de sua ansiedade está em seu descontentamento trabalha e a insegurança em si mesmo, o que levou a reagir de forma exagerada diante de estímulos sociais marcantes. O isolamento desses estímulos, e isolar-se socialmente, pode ser uma opção de vida, se não lhe gerar insatisfação, mas, evidentemente, é um método de evitar que, a longo prazo, piora a visão que tem de si mesmo.

Os processos de vacância, ao reduzir a ansiedade de enfrentar situações ou estímulos temidos, se reforçam e consolidam-se em sua vida, por aquela sensação agradável de evitar a ansiedade, mas com o tempo são generalizadas para outras situações e estímulos. Além disso, acabam por criar uma sensação de insegurança e vulnerabilidade permanente.

Os objetivos terapêuticos que podem ser levantadas com você são a redução da ansiedade generalizada, a melhoria de sua capacidade de relacionar-se e adquirir estratégias para tomar decisões, que provavelmente trará como consequência uma melhoria da segurança em si mesmo.

Dado que tais objetivos podem ser difíceis de obter por si só, e depois de um tempo de trajeto tão longo, pode ser interessante que o ajude a respeito de um profissional da psicologia. A ansiedade generalizada, as fobias específicas a estímulos, são actualmente tratadas psicologicamente através da aprendizagem de técnicas de relaxamento, técnicas de exposição gradual às situações evitadas, e que no seu caso pode completar-se com estratégias para melhorar suas habilidades sociais e melhoria na capacidade de tomar decisões.

Se bem que os fármacos ansiolíticos (para reduzir a ansiedade) podem ajudá-lo pontualmente, não deve-se considerar que são a solução permanente para o problema. Além disso, a família de medicamentos a que pertence o que você toma, gera tolerância e dependência, por isso encorajamos você a iniciar uma terapia psicológica.

Cordialmente,
Dr. José I. Dança Ayensa.

9 Janeiro 2006